Rio de Janeiro - Muito se fala sobre o consumidor emergente, mas poucas empresas conseguiram entender os seus valores, desejos e necessidades. A baixa renda não compra mais apenas o que é necessário, mas também mostra interesse em adquirir produtos e serviços aspiracionais. O que antes era um sonho distante passou a ser visto como uma meta ao alcance de todos e, por isso, o esforço para obter o desejado é maior. Esta é a oportunidade para as empresas que souberem direcionar seu foco para este público.
Mas, afinal, o que funciona para a classe C? Na hora de comprar, há características que não mudam. A principal é a preferência por produtos reconhecidos como de qualidade. Cada vez mais, o cliente da baixa renda é fiel a marcas que transmitam segurança, para não correr o risco de investir o orçamento apertado de forma errada. Para os emergentes, no entanto, consumir vai além. É sentir-se incluído, ter a chance de esquecer o passado de pobreza e vislumbrar um futuro promissor.
“Quando compra um computador, o consumidor emergente está dando para o filho a chance de ter uma vida melhor. Para a mulher, o investimento em produtos de beleza aumenta a possibilidade de dar certo no mercado profissional. Os momentos de consumo são momentos de celebração”, explica Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisas Data Popular.
Compras compartilhadas
Conquistar este cliente não é fácil. É necessário entrar no universo da baixa renda, entender seus valores e falar sua língua. Há particularidades da base da pirâmide que as companhias precisam aprender para desenvolver sua estratégia de forma adequada. Uma delas é o hábito de compra compartilhada. Mais do que qualquer outro consumidor, o emergente costuma se juntar a parentes e amigos para conseguir preços mais baixos, seja no supermercado atacadista ou na loja de material escolar.
De acordo com um levantamento do Data Popular, 39% dos entrevistados das classes C e D participaram de alguma compra compartilhada no período de um mês, enquanto na AB o número cai para 10%. O resultado representa uma chance para os sites de compra coletiva que desejam atrair estes consumidores, cada vez mais conectados.
Outra característica presente no comportamento de compra da base da pirâmide é a propensão a contratos informais. Ainda de acordo com a pesquisa, 47% dos consumidores das classes C e D emprestaram o cartão de crédito para amigos ou parentes. Na classe AB, esse número cai para apenas 3%. Já o hábito de comprar fiado é comum para 72% das classes C e D, contra 6% da AB.
“É difícil concorrer. As empresas devem investir em mecanismos de crédito próprio e vantagens competitivas para quem compra com os seus meios de pagamento. Mas a tendência é que o consumidor emergente continue usando os dois meios”, acredita o sócio-diretor do Data Popular.
WHUFFIE. Guarde essa palara. Ela dá nome ao que representa o valor - a moeda - que você tem no mundo virtual. Seu whuffie é resultado de sua reputação, ou seja, de capital social, que é conseguido e cultivado por meio de sua interação nas redes sociais. Você perde ou ganha valor segundo suas ações positivas ou negativas, suas contribuições para seu networking, e segundo o que as pesssoas pensam de você.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
Ampro vai orientar licitações das Olimpíadas do Rio
São Paulo - A Ampro (Associação Brasileira de Marketing Promocional) aceitou o comvite formulado pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para orientar os rituais de concorrência para contratação de agências especializadas em ações promocionais relacionadas aos jogos.
A entidade, como enfatiza o presidente Guilherme de Almeida Prado, sócio da agência Plano 1, "vai discutir o melhor modelo para os eventos corporativos".
“Como a maior entidade que representa as empresas deste setor no país, a Ampro pode contribuir com sua visão do mercado e, principalmente, evitar os erros frequentes que ocorrem em concorrências”, destacou Almeida Prado, que apresentou ao comitê o Guia de Seleção de Agências de Marketing Promocional, editado em parceria com a ABA –(Associação Brasileira dos Anunciantes).
A entidade, como enfatiza o presidente Guilherme de Almeida Prado, sócio da agência Plano 1, "vai discutir o melhor modelo para os eventos corporativos".
“Como a maior entidade que representa as empresas deste setor no país, a Ampro pode contribuir com sua visão do mercado e, principalmente, evitar os erros frequentes que ocorrem em concorrências”, destacou Almeida Prado, que apresentou ao comitê o Guia de Seleção de Agências de Marketing Promocional, editado em parceria com a ABA –(Associação Brasileira dos Anunciantes).
Os 30 maiores anunciantes do Brasil em 2010
Ranking do Ibope Monitor dos maiores investimentos em publicidade no Brasil no ano passado
king do Ibope Monitor dos maiores investimentos em publicidade no Brasil no ano passado
king do Ibope Monitor dos maiores investimentos em publicidade no Brasil no ano passado
| Anunciante | Janeiro a Dezembro 2010 | Janeiro a Dezembro 2009 | ||
|---|---|---|---|---|
Valor do investimento (R$) | Posição | Valor do investimento (R$) | Posição | |
| Casas Bahia | 3.095.281 | 3.059.239 | 1 | |
| Unilever Brasil | 1.930.001 | 2 | 1.941.632 | 2 |
| Hyundai CAOA | 1.324.532 | 3 | 744.504 | 5 |
| Ambev | 1.241.776 | 4 | 914.580 | 3 |
| Caixa (GFC) | 980.808 | 5 | 847.500 | 4 |
| Bradesco | 926.195 | 6 | 735.412 | 7 |
| Fiat | 876.904 | 7 | 737.947 | 6 |
| Reckitt Benckiser | 830.084 | 8 | 460.429 | 16 |
| Procter & Gamble | 734.267 | 9 | 372.654 | 24 |
| Volkswagen | 702.970 | 10 | 485.956 | 14 |
| Petrobras (GFC) | 663.488 | 11 | 546.736 | 11 |
| Cervejaria Petrópolis | 659.327 | 12 | 397.799 | 22 |
| Grupo Pão de Açúcar | 649.518 | 13 | 421.425 | 20 |
| Ford | 627.149 | 14 | 557.021 | 10 |
| General Motors | 607.303 | 15 | 508.018 | 12 |
| VIVO | 589.156 | 16 | 456.328 | 17 |
| Itaú | 577.914 | 17 | 415.494 | 21 |
| Coca-Cola | 575.619 | 18 | 492.906 | 13 |
| TIM Brasil | 566.452 | 19 | 577.903 | 9 |
| Colgate Palmolive | 566.324 | 20 | 431.011 | 19 |
| Peugeot Citroen | 539.976 | 21 | 368.288 | 25 |
| Hypermarcas | 526.496 | 22 | 682.147 | 8 |
| L'Oréal | 444.060 | 23 | 287.420 | * |
| TIM We | 442.345 | 24 | 68.784 | * |
| Banco do Brasil (GFC) | 433.566 | 25 | 333.711 | 27 |
| Danone | 421.756 | 26 | 464.430 | 15 |
| Claro | 401.998 | 27 | 452.736 | 18 |
| Renault do Brasil | 385.467 | 28 | 253.387 | * |
| Oi | 375.497 | 29 | 285.713 | * |
| Kia Motors | 371.545 | 30 | 269.674 | * |
domingo, 10 de abril de 2011
Promoções ganham popularidade em redes sociais
A expansão do Facebook e do Twitter e a popularidade do Orkut no Brasil levam as empresas a apostarem cada vez mais em promoções nas redes sociais. É o caso de marcas como Pizza Hut, Sunny Brinquedos e Taeq, que investem nestes canais para estreitar os laços com seus consumidores e oferecer produtos e serviços de forma diferenciada.
Entre os principais canais, o Orkut ainda é a rede mais acessada pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ibope em novembro de 2010, 91% dos entrevistados disseram ter uma conta no site de relacionamentos, enquanto o Facebook e o Twitter aparecem com 14% e 13%, respectivamente. Para as marcas, no entanto, o Orkut ainda não oferece ferramentas suficientes para o desenvolvimento de promoções.
“O que dificulta é que o Orkut está muito mal preparado. No Facebook é possível customizar, usar vários tipos de aplicativos, diferentes formatos, o sistema foi desenhado para isso. No Orkut, a marca não pode ter seu espaço. Não há diferença entre uma comunidade oficial e uma não oficial, por exemplo”, diz Roberto Groismann, sócio-diretor da Agência Digital F.biz.
Amostras de shampoo no Twitter
Para concorrer com o Twitter e o Facebook, nesta última semana, o Orkut iniciou testes para a primeira comunidade de marca, estreando com a Nike. A ideia é oferecer a ferramenta a outras empresas no primeiro semestre desse ano. “O Orkut conta com a vantagem da grande população em relação às demais redes, o que pode dar certo”, acrescenta o sócio-diretor da F.biz.
Entre os casos de sucesso da agência está o case da Seda, que distribuiu amostras de seus produtos para usuários do Facebook e do Twitter. O objetivo da ação era oferecer o produto ideal para cada tipo de cabelo. “Se alguém comentava no Twitter que o cabelo acordou ruim, identificávamos o tipo pela foto e sugeríamos o produto. Em seguida, a pessoa fazia o pedido pelo site e recebia o shampoo em casa”, explica Groismann.
A Sunny Brinquedos, que detém os direitos do Playmobil no Brasil, também investe nas redes sociais. A página da marca no Twitter promove ações que premiam seus seguidores com produtos da marca. A “Caça ao Playmobil”, realizada em julho de 2010, ilustra o sucesso desse tipo de ação. O número de seguidores da Sunny na rede social aumentou em 52%.
O objetivo da caça era tirar uma foto de um boneco gigante escondido em algum ponto de São Paulo e, para ajudar na busca, uma dica foi enviada pelo Twitter. “A ideia era trazer as pessoas do mundo virtual para o real, fazendo com que elas também se envolvessem fora da página online”, diz Sharon Czitrom, Diretora de Comunicação da Sunny.
Ações integram online e offline
Para este ano, a empresa pretende seguir com as promoções nas redes sociais e já conta com um planejamento. A ideia é envolver adultos e crianças em uma mesma ação a partir do Twitter, com foco no Playmobil. “A iniciativa conta com duas frentes, cada uma com sua linguagem. As crianças desenharão algo relacionado ao produto, enquanto os adultos deverão criar um cenário, com o mesmo tema, e tirar uma foto. Em seguida, eles postarão no Twitter e o melhor será um Wallpaper”, explica Sharon.
Já a Pizza Hut São Paulo estreou nas redes sociais em uma ação nacional em parceria com o cream cheese Philadelphia. A rede de restaurantes acreditou no poder de divulgação das plataformas virtuais para apresentar as novas receitas, disponíveis no cardápio até fevereiro. A marca ainda não faz promoções, mas já entendeu que não pode ficar fora desse universo e iniciará sua presença nas redes sociais em 2011.
“Nosso objetivo é entrar no Orkut e no Facebook. A ideia é casar o planejamento de Marketing com as redes sociais e todas as ações contarão com inserções nessas páginas. Hoje não tem como ficar de fora, se demorarmos mais seis meses estaremos atrasados”, afirma Cacá Salles, Gerente de Marketing da rede paulista.
Promoções sugerem novos produtos
Por enquanto, os investimentos da Pizza Hut São Paulo estão concentrados em outra mídia, o celular. No fim de 2010, a empresa lançou um aplicativo para iPhone que possibilita fazer pedidos nos restaurantes da capital paulista. O objetivo é oferecer ao consumidor comodidade e rapidez. A ferramenta já é utilizada nos Estados Unidos e mais de um milhão de pizzas foram comercializadas pelo celular em um ano. No Brasil, a recém chegada ferramenta conta com mais de 1.200 downloads em menos de um mês. A expectativa é que as vendas delivery aumentem em 35% até o fim de 2011.
Enquanto a Pizza Hut São Paulo não chega efetivamente às redes sociais, a empresa no Rio Grande do Sul investe em ações no Twitter. Entre as inserções feitas no ano de 2010 está o lançamento de uma pizza criada por um internauta. A ação consistia na sugestão de sabores com os ingredientes da escolha do consumidor, podendo entrar para o cardápio do restaurante.
Para concorrer era preciso enviar para o perfil do restaurante na rede social o sabor da pizza. Em seguida, as cinco sugestões aprovadas pelos chefs foram para votação no site e a vencedora recebeu o nome de Pizza Twitter. O autor da novidade ganhou um jantar em um dos restaurantes da Pizza Hut. A ação mobilizou os internautas e a pizza campeã – que incluía carne bovina, carne suína, mussarela, orégano e molho barbecue – obteve 1746 votos na eleição. Cerca de 80 sugestões foram enviadas e mais de 3.500 votos foram distribuídos entre as cinco finalistas.
Atuando de forma semelhante à Pizza Hut POA, a Taeq realiza a ação “Do meu jeito”, no Facebook. A iniciativa também levará às prateleiras dos supermercados sabores de barrinha de ceral criados por consumidores. Os internautas participam enviando suas sugestões por meio da página da marca na rede social e uma comissão será responsável por selecionar 20 destas para testes entre os clientes. Em seguida, seis criações disputarão o voto popular pelo site da Taeq e as vencedoras serão comercializadas pelo Grupo Pão de Açucar.
Entre os principais canais, o Orkut ainda é a rede mais acessada pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ibope em novembro de 2010, 91% dos entrevistados disseram ter uma conta no site de relacionamentos, enquanto o Facebook e o Twitter aparecem com 14% e 13%, respectivamente. Para as marcas, no entanto, o Orkut ainda não oferece ferramentas suficientes para o desenvolvimento de promoções.
“O que dificulta é que o Orkut está muito mal preparado. No Facebook é possível customizar, usar vários tipos de aplicativos, diferentes formatos, o sistema foi desenhado para isso. No Orkut, a marca não pode ter seu espaço. Não há diferença entre uma comunidade oficial e uma não oficial, por exemplo”, diz Roberto Groismann, sócio-diretor da Agência Digital F.biz.
Amostras de shampoo no Twitter
Para concorrer com o Twitter e o Facebook, nesta última semana, o Orkut iniciou testes para a primeira comunidade de marca, estreando com a Nike. A ideia é oferecer a ferramenta a outras empresas no primeiro semestre desse ano. “O Orkut conta com a vantagem da grande população em relação às demais redes, o que pode dar certo”, acrescenta o sócio-diretor da F.biz.
Entre os casos de sucesso da agência está o case da Seda, que distribuiu amostras de seus produtos para usuários do Facebook e do Twitter. O objetivo da ação era oferecer o produto ideal para cada tipo de cabelo. “Se alguém comentava no Twitter que o cabelo acordou ruim, identificávamos o tipo pela foto e sugeríamos o produto. Em seguida, a pessoa fazia o pedido pelo site e recebia o shampoo em casa”, explica Groismann.
A Sunny Brinquedos, que detém os direitos do Playmobil no Brasil, também investe nas redes sociais. A página da marca no Twitter promove ações que premiam seus seguidores com produtos da marca. A “Caça ao Playmobil”, realizada em julho de 2010, ilustra o sucesso desse tipo de ação. O número de seguidores da Sunny na rede social aumentou em 52%.
O objetivo da caça era tirar uma foto de um boneco gigante escondido em algum ponto de São Paulo e, para ajudar na busca, uma dica foi enviada pelo Twitter. “A ideia era trazer as pessoas do mundo virtual para o real, fazendo com que elas também se envolvessem fora da página online”, diz Sharon Czitrom, Diretora de Comunicação da Sunny.
Ações integram online e offline
Para este ano, a empresa pretende seguir com as promoções nas redes sociais e já conta com um planejamento. A ideia é envolver adultos e crianças em uma mesma ação a partir do Twitter, com foco no Playmobil. “A iniciativa conta com duas frentes, cada uma com sua linguagem. As crianças desenharão algo relacionado ao produto, enquanto os adultos deverão criar um cenário, com o mesmo tema, e tirar uma foto. Em seguida, eles postarão no Twitter e o melhor será um Wallpaper”, explica Sharon.
Já a Pizza Hut São Paulo estreou nas redes sociais em uma ação nacional em parceria com o cream cheese Philadelphia. A rede de restaurantes acreditou no poder de divulgação das plataformas virtuais para apresentar as novas receitas, disponíveis no cardápio até fevereiro. A marca ainda não faz promoções, mas já entendeu que não pode ficar fora desse universo e iniciará sua presença nas redes sociais em 2011.
“Nosso objetivo é entrar no Orkut e no Facebook. A ideia é casar o planejamento de Marketing com as redes sociais e todas as ações contarão com inserções nessas páginas. Hoje não tem como ficar de fora, se demorarmos mais seis meses estaremos atrasados”, afirma Cacá Salles, Gerente de Marketing da rede paulista.
Promoções sugerem novos produtos
Por enquanto, os investimentos da Pizza Hut São Paulo estão concentrados em outra mídia, o celular. No fim de 2010, a empresa lançou um aplicativo para iPhone que possibilita fazer pedidos nos restaurantes da capital paulista. O objetivo é oferecer ao consumidor comodidade e rapidez. A ferramenta já é utilizada nos Estados Unidos e mais de um milhão de pizzas foram comercializadas pelo celular em um ano. No Brasil, a recém chegada ferramenta conta com mais de 1.200 downloads em menos de um mês. A expectativa é que as vendas delivery aumentem em 35% até o fim de 2011.
Enquanto a Pizza Hut São Paulo não chega efetivamente às redes sociais, a empresa no Rio Grande do Sul investe em ações no Twitter. Entre as inserções feitas no ano de 2010 está o lançamento de uma pizza criada por um internauta. A ação consistia na sugestão de sabores com os ingredientes da escolha do consumidor, podendo entrar para o cardápio do restaurante.
Para concorrer era preciso enviar para o perfil do restaurante na rede social o sabor da pizza. Em seguida, as cinco sugestões aprovadas pelos chefs foram para votação no site e a vencedora recebeu o nome de Pizza Twitter. O autor da novidade ganhou um jantar em um dos restaurantes da Pizza Hut. A ação mobilizou os internautas e a pizza campeã – que incluía carne bovina, carne suína, mussarela, orégano e molho barbecue – obteve 1746 votos na eleição. Cerca de 80 sugestões foram enviadas e mais de 3.500 votos foram distribuídos entre as cinco finalistas.
Atuando de forma semelhante à Pizza Hut POA, a Taeq realiza a ação “Do meu jeito”, no Facebook. A iniciativa também levará às prateleiras dos supermercados sabores de barrinha de ceral criados por consumidores. Os internautas participam enviando suas sugestões por meio da página da marca na rede social e uma comissão será responsável por selecionar 20 destas para testes entre os clientes. Em seguida, seis criações disputarão o voto popular pelo site da Taeq e as vencedoras serão comercializadas pelo Grupo Pão de Açucar.
Endomarketing: motivação e integração por resultados
Antes de implementar o endomarketing, empresas apuram desafios e resultados que podem ser obtidos em curto, médio e longo prazo. Adotar esta prática de forma eficiente, e como medir seus resultados, são questões existentes na elaboração de campanhas e ações cujo objetivo é envolver o funcionário com missão e marca.
Um dos desafios enfrentados por Carla Costa, Gerente de Planejamento da agência Fábrica Comunicação Dirigida, estava em motivar funcionários da Telefônica, que sentiam vergonha por trabalhar na empresa líder em reclamações no mercado. O desafio era fazer com que essa atitude virasse orgulho. Foi preciso padronizar setores e manter funcionários informados sobre a estratégia. "A idéia era de que o colaborador deveria ter vontade de trabalhar, gostar da empresa, sentir-se bem em estar ali apesar de saber que havia reclamação dos consumidores", diz Carla. "O endomarketing é hoje uma nova parte do sistema de comunicação das empresas, deixando de ser específico, sazonal, e passando a ter grande importância para o retorno planejado".
Instituto Beleza Natural: treinamento e motivação constantes
A gerente alerta também para as mudanças ocorridas nesta área, lembrando que hoje o endomarketing é mais estratégico por estar dentro de um mix de ações. Empregados mais confiantes crescem profissionalmente e se mantêm integrados a todos os grupos em seu local de trabalho. A partir do desenvolvimento da campanha "Operação Sorriso", há 7 anos, a Fábrica não parou mais. A agência também realizou projetos de sucesso junto ao setor de seguros, ações para operadoras de callcenter e para o Hospital Albert Einstein, que inclui uma série de ações tanto para o corpo clínico quanto para a área administrativa, até o pessoal da limpeza.
Colhendo os frutos
Elisa Grabski, supervisora de marketing da Yaskawa Elétrico do Brasil, garante que um funcionário satisfeito gera um retorno admirável. "A primeira ação que deu origem ao programa foi o aniversário de um funcionário", diz Elisa. "Baixaram os índices de atrasos e faltas". Quanto ao relacionamento entre os setores, a supervisora completa: "Melhorou o dia-a-dia e o ambiente é muito bom entre nós".
É sabido que, às vezes, o problema de muitas empresas pode estar na falta de comunicação entre setores. Para Elisa, o endomarketing é fundamental na recuperação de situações como esta. Atividades com grupos, competições e eventos internos são formas de unir todas as áreas e grupos de setores diferentes em torno de um objetivo comum. Assim, a integração ocorre naturalmente e estimula a procura de soluções em conjunto.
Consumidor e empresa
O consultor Paulo Mendonça, da Ponto de Referência, salienta que a aplicação deste sistema baseado em transferência de informação, integração de áreas e compartilhamento de idéias gera fluxo contínuo de informações e pode ser feita de acordo com a necessidade de cada empresa. O trabalho, quando feito de forma pontual, esporadicamente, pode ser comparado à campanha de melhorias e assim perder o foco de atingir todos os setores.
O consultor diz ainda que, para o consumidor, a empresa deve oferecer o máximo em cordialidade, objetividade e segurança. "Empresas que implementaram o endomarketing ao dia-a-dia sabem que o funcionário em sintonia com os objetivos e metas, gera retorno rápido com relação ao público-alvo. Ele se torna mais importante que o cliente a partir do momento em que é o contato direto entre a empresa e o consumidor final".
Mãos à obra
O que mais acontece em campanhas de endomarketing é desafios de vendas. Porém, só isso não é suficiente para o Beleza Natural. “Nós oferecemos experiência e isso só vai acontecer se o profissional estiver conectado com a cultura da empresa. Por isso, o treinamento é fundamental”, afirma Leila Vélez – Sócia do Beleza Natural e coordenadora de marketing da emprensa.
Todo mês tem uma ação diferente de Endomarketing e incentivo. “Temos o Show Mais que é inspirado no Show do Milhão. Montamos um grande auditório, eu sou o Silvio Santos, tem diretor que são os universitários e os colaboradores, a placa. É exatamente um jogo de perguntas e respostas sobre nossos produtos e serviços, um evento maravilhoso porque todos se divertem e aprendem de forma lúdica”, explica Leila Vélez em entrevista ao Mundo do Marketing.
Um dos desafios enfrentados por Carla Costa, Gerente de Planejamento da agência Fábrica Comunicação Dirigida, estava em motivar funcionários da Telefônica, que sentiam vergonha por trabalhar na empresa líder em reclamações no mercado. O desafio era fazer com que essa atitude virasse orgulho. Foi preciso padronizar setores e manter funcionários informados sobre a estratégia. "A idéia era de que o colaborador deveria ter vontade de trabalhar, gostar da empresa, sentir-se bem em estar ali apesar de saber que havia reclamação dos consumidores", diz Carla. "O endomarketing é hoje uma nova parte do sistema de comunicação das empresas, deixando de ser específico, sazonal, e passando a ter grande importância para o retorno planejado".
Instituto Beleza Natural: treinamento e motivação constantes
A gerente alerta também para as mudanças ocorridas nesta área, lembrando que hoje o endomarketing é mais estratégico por estar dentro de um mix de ações. Empregados mais confiantes crescem profissionalmente e se mantêm integrados a todos os grupos em seu local de trabalho. A partir do desenvolvimento da campanha "Operação Sorriso", há 7 anos, a Fábrica não parou mais. A agência também realizou projetos de sucesso junto ao setor de seguros, ações para operadoras de callcenter e para o Hospital Albert Einstein, que inclui uma série de ações tanto para o corpo clínico quanto para a área administrativa, até o pessoal da limpeza.
Colhendo os frutos
Elisa Grabski, supervisora de marketing da Yaskawa Elétrico do Brasil, garante que um funcionário satisfeito gera um retorno admirável. "A primeira ação que deu origem ao programa foi o aniversário de um funcionário", diz Elisa. "Baixaram os índices de atrasos e faltas". Quanto ao relacionamento entre os setores, a supervisora completa: "Melhorou o dia-a-dia e o ambiente é muito bom entre nós".
É sabido que, às vezes, o problema de muitas empresas pode estar na falta de comunicação entre setores. Para Elisa, o endomarketing é fundamental na recuperação de situações como esta. Atividades com grupos, competições e eventos internos são formas de unir todas as áreas e grupos de setores diferentes em torno de um objetivo comum. Assim, a integração ocorre naturalmente e estimula a procura de soluções em conjunto.
Consumidor e empresa
O consultor Paulo Mendonça, da Ponto de Referência, salienta que a aplicação deste sistema baseado em transferência de informação, integração de áreas e compartilhamento de idéias gera fluxo contínuo de informações e pode ser feita de acordo com a necessidade de cada empresa. O trabalho, quando feito de forma pontual, esporadicamente, pode ser comparado à campanha de melhorias e assim perder o foco de atingir todos os setores.
O consultor diz ainda que, para o consumidor, a empresa deve oferecer o máximo em cordialidade, objetividade e segurança. "Empresas que implementaram o endomarketing ao dia-a-dia sabem que o funcionário em sintonia com os objetivos e metas, gera retorno rápido com relação ao público-alvo. Ele se torna mais importante que o cliente a partir do momento em que é o contato direto entre a empresa e o consumidor final".
Mãos à obra
O que mais acontece em campanhas de endomarketing é desafios de vendas. Porém, só isso não é suficiente para o Beleza Natural. “Nós oferecemos experiência e isso só vai acontecer se o profissional estiver conectado com a cultura da empresa. Por isso, o treinamento é fundamental”, afirma Leila Vélez – Sócia do Beleza Natural e coordenadora de marketing da emprensa.
Todo mês tem uma ação diferente de Endomarketing e incentivo. “Temos o Show Mais que é inspirado no Show do Milhão. Montamos um grande auditório, eu sou o Silvio Santos, tem diretor que são os universitários e os colaboradores, a placa. É exatamente um jogo de perguntas e respostas sobre nossos produtos e serviços, um evento maravilhoso porque todos se divertem e aprendem de forma lúdica”, explica Leila Vélez em entrevista ao Mundo do Marketing.
O segredo do sucesso de promoções inesquecíveis
Quem não se lembra dos bichinhos de pelúcia da Parmalat? Ou do ioiô, os Geloucos e os mini-craques da Coca-Cola? Do caminhão do Faustão? O “Dá Dá Dá” da Pepsi? Ou ainda o iPod no Palito da Kibon? Muitas dessas e outras promoções famosas foram realizadas ainda na década de 1990 e até hoje estão na memória dos consumidores. Elas fizeram as marcas se eternizarem com uma ligação emocional com o público e ainda servem de inspiração para outras empresas que tentam repetir, muitas vezes, em vão essa repercussão.
Os prêmios interessantes não foram os únicos atrativos que fizeram dessas ações promocionais verdadeiros cases de sucesso. Estudos para saber as expectativas e anseios dos consumidores, comunicação integrada com os valores das marcas, estratégias inovadoras e apelos emocionais são os principais ingredientes dessas fórmulas vencedoras.
“Toda promoção deve estar inserida no que a marca é. Se a ação for criada de forma inteligente, respeitando os valores da marca e dos consumidores, não tem porque não dar certo”, afirma Julio Moreira, Professor de Branding da Pós-Graduação em Comunicação da ESPM. Para o professor, esse foi um dos motivos pelos quais a promoção dos Mamíferos da Parmalat se tornou inesquecível. “Eles já tinham uma comunicação que utilizava os mamíferos e usavam o conceito antes de lançarem a promoção”, explica.
Promoções fazem Coca-Cola ser amada
É pensando nesses valores de marca que a Coca-Cola elabora suas promoções. “Não fazemos só por fazer. A ação tem que estar a favor da grande ideia que a marca quer comunicar, ela deve estar integrada com os nossos principais valores”, afirma Ana Paula Castello Branco, Diretora de Execução de Marketing da Coca-Cola Brasil.
Anualmente a empresa realiza pesquisas que medem o “amor” dos consumidores pela marca em todo o mundo. O Brasil é o lugar onde é registrado o maior sentimento pela Coca-Cola. Para manter esse índice elevado,
realizar promoções se tornou essencial. “A promoção é uma forma de estreitarmos o relacionamento com esses consumidores. Eles guardam um pedaço da Coca-Cola como parte de sua vida e isso é muito importante para manter o amor à marca”, afirma Ana em entrevista ao Mundo do Marketing.
A Coca-Cola realiza pelo menos uma grande ação promocional por ano. Em época de eventos grandes como a Copa do Mundo, esta estratégia é maior. Neste contexto, a companhia já realizou campanhas inesquecíveis como as que deram Ioiôs, Mini-Craques (foto) ou Geloucos.
Mudança de hábitos
Essas promoções são um pouco diferente das que a Coca-cola realiza hoje. A distribuição de brindes não é mais o foco, mas sim a experiência de marca. “Uma coisa não exclui a outra. Depende do momento, do objetivo e até do que temos para oferecer para o consumidor”, afirma a executiva. A promoção da marca durante a Copa do Mundo desse ano levou torcedores para entrarem em um jogo junto com a seleção brasileira e fez com que eles criassem uma comemoração virtual para os gols da competição. As ações parecem ter dado certo, já que uma pesquisa colocou a marca entre as mais “amadas” da Copa do Mundo.
Mas essa não foi a única pesquisa realizada sobre a ações da companhia. A própria empresa monitora suas ações para saber o que os consumidores esperam e o que lembram. Segundo Ana Paula Castello, estudos mostram que 96% dos brasileiros se recordam de pelo menos uma promoção que a Coca-Cola realizou, enquanto 40% já participaram de alguma.
A Copa do Mundo é um dos eventos que mais permitem a criação de grandes promoções e adesão do consumidor. Um exemplo disso é a que tem o apresentador Faustão como garoto-propaganda. O Torpedão do Faustão uniu Tim, Claro, Vivo e Oi em uma ação que permitiu ao consumidor que comprasse um pacote de mensagens SMS concorresse a milhões de reais, carros e outros prêmios de altor valor.
SMS no lugar do sorteio de cartas
Promoções que usam o SMS como forma de inscrição são comuns atualmente. Aqui no Brasil, a Pepsi foi uma das pioneiras em ações com essa ferramenta. Em 2005, a Se Liga no Celular, criada e executada pela Future Group, lançou o serviço no país. Mas foi só no ano seguinte, mais uma vez durante a Copa do Mundo, que o recurso se popularizou de vez. Com a famosa promoção “Dá Dá Dá”, a empresa mobilizou oito milhões de consumidores que enviaram cerca de 25 milhões de torpedos.
“O SMS incluiu a classe A, que antes quase não participava de promoções. Além disso, pesquisas nos mostram que os consumidores confiam mais em torpedos do que nas cartas”, analisa André Frota, Presidente e Fundador da Future Group. O executivo afirma também que a ação com o torpedo é mais eficaz para as empresas, já que, em muitos casos, para participar devem ser enviados códigos disponíveis em determinados produtos. “A empresa pode ter mais controle, sabendo que tipo de produto foi consumido, quando e onde”, explica Frota.
Mas a inovação não foi o único motivo do sucesso de “Dá Dá Dá”. Um conjunto de prêmios atraentes como alta quantia em dinheiro e um iPod por hora e, é claro, divulgação e comunicação bem alinhados, foram essenciais nesse processo. “Nossos materiais de divulgação criavam um envolvimento e uma grande expectativa de ganhar”, conta Frota. Todo esse material foi distribuído principalmente nos pontos de venda. “É na gôndola que você pode ter o último contato com o consumidor. Nesse momento você lembra a ele que das chances de ganhar”, afirma.
Pelúcias ainda despertam desejo?
A promoção da Parmalat que distribuiu mamíferos de pelúcia em 1996 está entre as mais famosas do Brasil. Lembrada até hoje, a iniciativa se tornou sinônimo de promoção bem sucedida no país e inspirou outras marcas a apostarem em formatos parecidos. Apesar de tentativas, às vezes até bem sucedidas, poucas ações conseguiram criar relações tão fortes com os consumidores quanto a da marca de laticínios.
“Foi uma campanha memorável. Os mamíferos já faziam parte da comunicação da marca, o público gostou e eles aproveitaram para lançar a promoção”, afirma Júlio Moreira, da ESPM. O momento e a comunicação alinhada com o posicionamento da marca distribuiu mais de 15 milhões de pelúcias, muito acima do um milhão e 200 mil que foram fabricados inicialmente. A ação fez com que o reconhecimento de mercado do leite da Parmalat passasse de 14% para 94% - segundo informações do estudo Porque Nós Somo Mamíferos! A Construção da Identidade Publicitária do Leite Parmalat e sua Relação com o Público Consumidor.
Promoções com pelúcias voltaram à moda esse ano. Primeiro foi a Gelateria da própria Parmalat, depois a Bauducco e em seguida a Nestlé. Embora todas tenham contado com grandes investimentos e expectativas, principalmente a da Nestlé que contou inicialmente com um “programa” que foi ao ar nos intervalos da novela Passione antes do lançamento da promoção – de forma parecida como a Parmalat lançou a sua na década de 1990 – nenhuma conseguiu o mesmo sucesso que a primeira.
Prêmio congelado no palito
“Por que esse sucesso não consegue ser repetido é a questão de um milhão de dólares. Se empresas como Unilever e Nestlé quiserem fazer promoções gigantescas elas fazem, mas talvez essa não seja uma necessidade no momento”, afirma Ivan Pinto, Professor da ESPM e Especialista em Branding. Para o profissional, hoje as empresas focam mais em ações de construção de marca no dia a dia e menos em ações tão grandiosas. “Grandes marcas continuam no coração dos consumidores sem ter que fazer tanto barulho. Não é obrigação do Marketing fazer algo grande”, explica o professor em entrevista ao Mundo do Marketing.
Por outro lado, realizar grandes promoções pode trazer muito reconhecimento para os profissionais que as criaram. É o caso da iPod no Palito, da Kibon. A iniciativa realizada em 2008 ficou marcada como uma das promoções mais inovadoras do Brasil. A ação foi uma releitura das promoções realizadas anualmente pela linha Fruttare da marca e com que as vendas crescessem 31% em relação à mesma estação do ano anterior.
A ação que trazia tocadores de música da Apple no lugar de sorvetes rendeu à Bullet, agência que criou a mecânica, dois Leões de Bronze no Festival de Cannes de 2008, os primeiros troféus brasileiros na categoria de Promo. Ao todo foram distribuídos de 10 mil iPods em 90 mil pontos de venda de todo o Brasil.
Os prêmios interessantes não foram os únicos atrativos que fizeram dessas ações promocionais verdadeiros cases de sucesso. Estudos para saber as expectativas e anseios dos consumidores, comunicação integrada com os valores das marcas, estratégias inovadoras e apelos emocionais são os principais ingredientes dessas fórmulas vencedoras.
“Toda promoção deve estar inserida no que a marca é. Se a ação for criada de forma inteligente, respeitando os valores da marca e dos consumidores, não tem porque não dar certo”, afirma Julio Moreira, Professor de Branding da Pós-Graduação em Comunicação da ESPM. Para o professor, esse foi um dos motivos pelos quais a promoção dos Mamíferos da Parmalat se tornou inesquecível. “Eles já tinham uma comunicação que utilizava os mamíferos e usavam o conceito antes de lançarem a promoção”, explica.
Promoções fazem Coca-Cola ser amada
É pensando nesses valores de marca que a Coca-Cola elabora suas promoções. “Não fazemos só por fazer. A ação tem que estar a favor da grande ideia que a marca quer comunicar, ela deve estar integrada com os nossos principais valores”, afirma Ana Paula Castello Branco, Diretora de Execução de Marketing da Coca-Cola Brasil.
Anualmente a empresa realiza pesquisas que medem o “amor” dos consumidores pela marca em todo o mundo. O Brasil é o lugar onde é registrado o maior sentimento pela Coca-Cola. Para manter esse índice elevado,
realizar promoções se tornou essencial. “A promoção é uma forma de estreitarmos o relacionamento com esses consumidores. Eles guardam um pedaço da Coca-Cola como parte de sua vida e isso é muito importante para manter o amor à marca”, afirma Ana em entrevista ao Mundo do Marketing.
A Coca-Cola realiza pelo menos uma grande ação promocional por ano. Em época de eventos grandes como a Copa do Mundo, esta estratégia é maior. Neste contexto, a companhia já realizou campanhas inesquecíveis como as que deram Ioiôs, Mini-Craques (foto) ou Geloucos.
Mudança de hábitos
Essas promoções são um pouco diferente das que a Coca-cola realiza hoje. A distribuição de brindes não é mais o foco, mas sim a experiência de marca. “Uma coisa não exclui a outra. Depende do momento, do objetivo e até do que temos para oferecer para o consumidor”, afirma a executiva. A promoção da marca durante a Copa do Mundo desse ano levou torcedores para entrarem em um jogo junto com a seleção brasileira e fez com que eles criassem uma comemoração virtual para os gols da competição. As ações parecem ter dado certo, já que uma pesquisa colocou a marca entre as mais “amadas” da Copa do Mundo.
Mas essa não foi a única pesquisa realizada sobre a ações da companhia. A própria empresa monitora suas ações para saber o que os consumidores esperam e o que lembram. Segundo Ana Paula Castello, estudos mostram que 96% dos brasileiros se recordam de pelo menos uma promoção que a Coca-Cola realizou, enquanto 40% já participaram de alguma.
A Copa do Mundo é um dos eventos que mais permitem a criação de grandes promoções e adesão do consumidor. Um exemplo disso é a que tem o apresentador Faustão como garoto-propaganda. O Torpedão do Faustão uniu Tim, Claro, Vivo e Oi em uma ação que permitiu ao consumidor que comprasse um pacote de mensagens SMS concorresse a milhões de reais, carros e outros prêmios de altor valor.
SMS no lugar do sorteio de cartas
Promoções que usam o SMS como forma de inscrição são comuns atualmente. Aqui no Brasil, a Pepsi foi uma das pioneiras em ações com essa ferramenta. Em 2005, a Se Liga no Celular, criada e executada pela Future Group, lançou o serviço no país. Mas foi só no ano seguinte, mais uma vez durante a Copa do Mundo, que o recurso se popularizou de vez. Com a famosa promoção “Dá Dá Dá”, a empresa mobilizou oito milhões de consumidores que enviaram cerca de 25 milhões de torpedos.
“O SMS incluiu a classe A, que antes quase não participava de promoções. Além disso, pesquisas nos mostram que os consumidores confiam mais em torpedos do que nas cartas”, analisa André Frota, Presidente e Fundador da Future Group. O executivo afirma também que a ação com o torpedo é mais eficaz para as empresas, já que, em muitos casos, para participar devem ser enviados códigos disponíveis em determinados produtos. “A empresa pode ter mais controle, sabendo que tipo de produto foi consumido, quando e onde”, explica Frota.
Mas a inovação não foi o único motivo do sucesso de “Dá Dá Dá”. Um conjunto de prêmios atraentes como alta quantia em dinheiro e um iPod por hora e, é claro, divulgação e comunicação bem alinhados, foram essenciais nesse processo. “Nossos materiais de divulgação criavam um envolvimento e uma grande expectativa de ganhar”, conta Frota. Todo esse material foi distribuído principalmente nos pontos de venda. “É na gôndola que você pode ter o último contato com o consumidor. Nesse momento você lembra a ele que das chances de ganhar”, afirma.
Pelúcias ainda despertam desejo?
A promoção da Parmalat que distribuiu mamíferos de pelúcia em 1996 está entre as mais famosas do Brasil. Lembrada até hoje, a iniciativa se tornou sinônimo de promoção bem sucedida no país e inspirou outras marcas a apostarem em formatos parecidos. Apesar de tentativas, às vezes até bem sucedidas, poucas ações conseguiram criar relações tão fortes com os consumidores quanto a da marca de laticínios.
“Foi uma campanha memorável. Os mamíferos já faziam parte da comunicação da marca, o público gostou e eles aproveitaram para lançar a promoção”, afirma Júlio Moreira, da ESPM. O momento e a comunicação alinhada com o posicionamento da marca distribuiu mais de 15 milhões de pelúcias, muito acima do um milhão e 200 mil que foram fabricados inicialmente. A ação fez com que o reconhecimento de mercado do leite da Parmalat passasse de 14% para 94% - segundo informações do estudo Porque Nós Somo Mamíferos! A Construção da Identidade Publicitária do Leite Parmalat e sua Relação com o Público Consumidor.
Promoções com pelúcias voltaram à moda esse ano. Primeiro foi a Gelateria da própria Parmalat, depois a Bauducco e em seguida a Nestlé. Embora todas tenham contado com grandes investimentos e expectativas, principalmente a da Nestlé que contou inicialmente com um “programa” que foi ao ar nos intervalos da novela Passione antes do lançamento da promoção – de forma parecida como a Parmalat lançou a sua na década de 1990 – nenhuma conseguiu o mesmo sucesso que a primeira.
Prêmio congelado no palito
“Por que esse sucesso não consegue ser repetido é a questão de um milhão de dólares. Se empresas como Unilever e Nestlé quiserem fazer promoções gigantescas elas fazem, mas talvez essa não seja uma necessidade no momento”, afirma Ivan Pinto, Professor da ESPM e Especialista em Branding. Para o profissional, hoje as empresas focam mais em ações de construção de marca no dia a dia e menos em ações tão grandiosas. “Grandes marcas continuam no coração dos consumidores sem ter que fazer tanto barulho. Não é obrigação do Marketing fazer algo grande”, explica o professor em entrevista ao Mundo do Marketing.
Por outro lado, realizar grandes promoções pode trazer muito reconhecimento para os profissionais que as criaram. É o caso da iPod no Palito, da Kibon. A iniciativa realizada em 2008 ficou marcada como uma das promoções mais inovadoras do Brasil. A ação foi uma releitura das promoções realizadas anualmente pela linha Fruttare da marca e com que as vendas crescessem 31% em relação à mesma estação do ano anterior.
A ação que trazia tocadores de música da Apple no lugar de sorvetes rendeu à Bullet, agência que criou a mecânica, dois Leões de Bronze no Festival de Cannes de 2008, os primeiros troféus brasileiros na categoria de Promo. Ao todo foram distribuídos de 10 mil iPods em 90 mil pontos de venda de todo o Brasil.
Coca-Cola Brasil impulsiona crescimento da marca no mundo
Operação brasileira aumentou vendas em 11% em 2010, enquanto desempenho global foi de 5%
A Coca-Cola comemora o crescimento de 11% nas vendas no Brasil em 2010 e um faturamento de R$ 17,7 bilhões. No período, apenas a marca Coca-Cola cresceu 12,5% e foi a principal responsável por contribuir com a expansão mundial. Os números são resultado do investimento em sustentabilidade, das ações de Marketing voltadas para a Copa do Mundo, do aumento de portfólio e da adaptação de embalagens com foco na classe C.
Comparado ao resultado global, o mercado brasileiro superou o desempenho mundial e da América Latina em mais do que o dobro. No último ano, tanto a Coca-Cola mundial quanto a divisão da América Latina cresceram 5%. Os investimentos do Sistema Coca-Cola Brasil também foram superiores aos R$ 2 bilhões esperados, atingindo R$ 2,2 bilhões. Com o desempenho, o Brasil garante a quarta posição no ranking de principais mercados, ficando atrás apenas de Estados Unidos, México e China. Para 2011, espera-se que sejam injetados R$ 2,5 bilhões na operação brasileira e, até 2014, a expectativa é que os investimentos totalizem R$ 11 bilhões, ante os R$ 6 bilhões investidos nos últimos cinco anos. “Prevemos para estes anos o maior nível de faturamento e vendas, acompanhando o maior nível de investimento já feito. Em 2010, o sistema brasileiro teve a melhor performance dos últimos 30 anos”, disse o Presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa (no centro da foto acima), durante a entrevista coletiva realizada ontem, dia 9, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.Para 2011, espera-se que sejam injetados R$ 2,5 bilhões na operação brasileira e, até 2014, a expectativa é que os investimentos totalizem R$ 11 bilhões, ante os R$ 6 bilhões investidos nos últimos cinco anos. “Prevemos para estes anos o maior nível de faturamento e vendas, acompanhando o maior nível de investimento já feito. Em 2010, o sistema brasileiro teve a melhor performance dos últimos 30 anos”, disse o Presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa (no centro da foto acima), durante a entrevista coletiva realizada ontem, dia 9, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.
Copa impulsionou vendas
O faturamento brasileiro em 2010 é consequência da venda de 10,6 bilhões de litros de bebidas no período. Parte delas provavelmente impulsionada pelos investimentos da marca na Copa do Mundo de Futebol de 2010. A Coca-Cola contou com uma estratégia diferenciada durante sete meses, de fevereiro a julho, sob o tema “Comemore do seu jeito”. No período, o remix da música Wavin’ Flag (feita especialmente para o evento) do rapper sul-africano K’naan, com a banda Skank, por exemplo, teve mais de 1,2 milhão de downloads.
A plataforma também contou com ações promocionais que somaram cerca de 10 milhões de códigos de tampinhas enviados via SMS, além de eventos que reuniram 2,5 milhões de pessoas para assistirem aos jogos do mundial. Como resultado, no Brasil, a Coca-Cola foi a marca mais associada à Copa do Mundo, segundo uma pesquisa realizada pela Interbrands.
“Em 2010, alcançamos recorde de participação de mercado com a marca Coca-Cola”, explica Luciana Feres, Diretora de Marketing da empresa. Outro fator que contribuiu para a expansão foi o lançamento de produtos e o investimento em outras categorias. Hoje são mais de 150 marcas no portfólio presentes em um milhão de pontos de venda. No total, a empresa conta com 46 unidades industriais e 16 fabricantes regionais.
Lançamentos para se aproximar do consumidor
Em maio do ano passado, a Coca-Cola lançou por aqui o isotônico Powerade, presente em mais de 70 países. Para ajudar a divulgação da novidade, o produto foi escolhido pela FIFA para a hidratação dos atletas durante a Copa. Outros lançamentos de 2010 foram a Coca-Cola Light Plus, primeiro refrigerante funcional do país, e a Linha Leão, com chá em saquinho, Ice Tea e Chá Branco pronto para beber. Com a expansão do portfólio nas sete categorias (sucos, águas, refrigerantes, isotônicos/hidrotônicos, chás, energéticos e bebidas lácteas), a Coca-Cola pode se aproximar mais ainda dos consumidores.
“Com o aumento do poder aquisitivo da Classe C, o brasileiro pode experimentar novas coisas. O refrigerante tem um papel importantíssimo nisso e o crescimento de todas as categorias também contribuiu. O nível de investimento nos permite ficar mais perto do consumidor e a estrutura de distribuição de vendas tem sido fundamental”, explica o Presidente da Coca-Cola Brasil.
Para conquistar os consumidores emergentes, a empresa entendeu que era importante manter a qualidade dos produtos e focou nas embalagens para oferecer a melhor relação custo-benefício. “Temos apostado muito na classe C com novas embalagens para cobrir todas as necessidades econômicas. Geramos fôlego adicional nas retornáveis (vidro e plástico) para reduzir o preço”, conta Zarazúa.
Sustentabilidade permeia o negócio
Outra forma de se aproximar dos consumidores e agregar valor à marca é contribuindo para a sustentabilidade, tanto econômica, quanto ambiental e social. Em 2010, foram gerados 53 mil empregos diretos e outros 500 mil indiretos com as ações da companhia. O ano passado também marcou a estreia da PlantBottle, a primeira garrafa PET parcialmente vegetal.
Já a clássica garrafa de vidro teve seu peso reduzido em 25%, possibilitando o transporte de mais unidades e, consequentemente, reduzindo o gasto de combustíveis. O mesmo aconteceu com o tamanho das tampinhas das embalagens PET, o que permitiu a fabricação de mais 120 milhões de embalagens no ano com a sobra.
A partir das parcerias com o Walmart e o Carrefour, a Coca-Cola mantém mais de 300 estações de reciclagem e apoia 130 cooperativas. Em 2010, a empresa também inovou inaugurando sua primeira fábrica verde e reduzindo o uso de água para 1,98 litro a cada litro de bebida produzida. Há 13 anos, a proporção era de cinco litros. “A visão de sustentabilidade é muito integrada à nossa visão de negócio. Não conseguimos mais seperar o que é investimento em sustentabilidade do restante”, explica o Vice-Presidente de Comunicação e Sustentabilidade Marco Simões.
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